sábado, 7 de maio de 2016

Aprendendo a amar /08

Renata: pra começar essa empresa e do meu pai. E sim essa é minha sala e eu não permito que ninguém entre sem ser anunciado. Ao contrário de você que vive uma vidinha de madame eu trabalho e estava fazendo isso até me interromper
Dora: não me pareceu que estava trabalhando

Ela disse isso é olhou Vitor que a essa altura estava mais vermelho que um pimentão , de cima em baixo

Taty : Vitor vem comigo você toma uma água um café
Dora: melhor saírem mesmo, quero falar com minha filha
Renata: tá maluca Dora? (Disse já completamente exaltada) estamos trabalhando, quem vai sair da minha sala e você
Dora: não vou a lugar nenhum até falar com você
Taty: Renata melhor eu levar o Vitor até a cantina

Vitor e Taty saíram da sala me deixando lá com aquela mulher. Vocês devem estar achando estranho esse clima, mas é daí pra pior, nos nunca combinamos,. Minha mãe sonhou ter uma filha delicada e pacata, alguém que pudesse ser cópia do que ela sempre foi, uma boneca que ela ia preparar pra se casar com algum filho de uma daquelas socialites com quem ela costumava tomar chá nos fins de tarde e torrar o dinheiro dos maridos em joalherias e galerias de arte. Deu ruim pra ela porque nasceu eu, que abomino e desprezo tudo que ela é

Renata: quem você pensa que é pra me atrapalhar no trabalho desse jeito?
Dora: sou sua mãe
Renata: aí que linda, enche a boca pra falar que é minha mãe
Dora: vim porque estava com saudade e preocupada com você, alias com razão, olha pra você, está com a pele horrível, tá gorda, mal vestida, e além disso trancada na sua sala com um homem alisando seu rosto. Por favor Renata, como pode deixar que uma criatura que usa jeans e tênis, e um moletom por cima ter esse tipo de intimidade com você? Francamente, te criei para ser tocada por homens de categoria , de família, homens que traje  belos ternos não esse timinho que vi aqui
Renata: meu Deus você é doente só pode. Eu não estava fazendo, nada, me senti mal e ele me tocou pra ver se estava tudo bem. E mesmo que fosse esse tipo de coisa que essa sua mente imunda tá pensando, você não teria nada com isso, eu não vou dormir com uma roupa. E sim com o que estiver dentro dela. Agora se ja acabou com essa palhaçada, se queria me irritar, já conseguiu, agora pode ir embora que tenho muito trabalho a fazer
Dora: não vim te irritar nem brigar. Queria te ver filha, apesar de me tratar mal sou sua mãe e te amo
Renata: fico imaginando se me odiasse. Agora por favor Dora cai fora daqui
Dora: mãe, me chama de mãe, filha
Renata: saco! Tudo bem, mãe (fui irônica claro) será que pode sair agora eu preciso trabalhar

Ela se aproximou, me deu um beijo na cabeça

Dora: eu vou, mas se não aparecer lá em casa volto aqui
Renata eu vou dar um jeito de aparecer

Ela pegou a bolsa e saiu da minha sala. Pronto comecei a chorar, era impressionante a capacidade que aquela criatura tinha de me tirar do sério

Taty: amiga tá tudo bem (entrando na sala)
Renata: como pode estar se essa mulher só aparece na minha frente pra me desestruturar
Taty calma Renata, olha seu estado, para de chorar
Renata: to com tanto ódio das coisas que ela me disse que tenho vontade de voar nela
Taty: calma amiga apesar de tudo ela é sua mãe
Renata: preferia ser órfã
Taty: não fala assim,perdi minha mãe e meu pai e sei como dói. Bom você não tem condição nenhuma de continuar a reunião com o Vitor, eu vou pegar as coisas dele levar lá pra entregar e dar uma desculpa pra ele, te trago um suco de maracujá bem forte, e quando tiver mais calma um pouco vai pra casa descansa que amanhã e outro dia.

Taty saiu da minha sala levando as coisas do Vitor, eu estava tão irritada que não quis esperar nada peguei minha bolsa e sai feito um furacão, passei por eles sem falar nada e fui embora

Vitor: não é perigoso ela sair nesse estado sozinha
Taty: ela é prudente vai ficar bem não se preocupe
Vitor: bom vou indo então. A gente se vê no aeroporto amanhã
Taty: até amanhã

Os dois trocaram três beijinhos e Vitor foi embora. Eu fui direto pra casa me joguei na cama e chorei de raiva até cansar e pegar no sono

Nenhum comentário:

Postar um comentário