A vida ia seguindo, eu aos poucos fui me livrando dos enjoos. Minha barriga já estava bem grandinha e eu estava muito feliz. Vitor vez ou outra era obrigado a encarar almoços e jantares com minha família, minha mãe adorava ele, mas graças a Deus nunca mais pediu pra gente se beijar na frente deles. Ele é Taty continuavam na mesma, hora bem hora brigando mas não se largavam de jeito nenhum, nas viagens eu era super paparicada todos cuidavam de mim, comer porcaria? Só escondido geral pegava no meu pé. Minha mãe fazia planos e mais planos pro tal casamento. Coitada ia se decepcionar e isso tava me deixando triste demais porque pela primeira vez na vida estávamos nos dando bem, pra desespero do gerente do banco e do meu pai porque nos duas passávamos horas no shopping quase todo dia compravamos tudo que víamos pela frente tudo em cor neutra já que ainda não sabíamos o sexo do bebê, falta de tentar não foi, fiz vários ultrasom mas ele estava de perninha cruzada e nunca dava pra ver, mas o bom e que tudo estava correndo bem, ele estava crescendo saudável e minha gravidez estava andando como o esperado pelos médicos, mas era preguiçoso e até então não tinha se mexido, as vezes até sentia algo mas era muito fraquinho Pra mim estava cada dia mais difícil conviver com Vitor tendo que esconder o que aconteceu e que ele era o pai da criança, ele sempre muito carinhoso, toda vez que dava ia nas consultas comigo e com minha mãe e sem saber já era um pai super zeloso, e assim se passaram 3 meses e lá fomos nos mas mais uma tentativa de saber o sexo do bebê
Renata: to tão ansiosa
Dora: e eu então, quero sair daqui direto comprar um carinho azul ou um rosa (sorrindo)
Gregorio: vai ser azul?
Vitor: será que dessa vez vai dar pra ver Doutor?
Médico: vamos tentar
Me deitei na cama e o médico passou um gel hiper gelado na minha barriga e começou a examinar, começamos a ouvir o som do coração dele que batia muito forte
Vitor: que emocionante ouvir o coração dele batendo.
Olhei pra ele é vi que realmente ele estava emocionado, os olhos brilhavam e estavam embebidos em lágrimas, não me segurei e chorei ao ver ele assim, confesso que me senti um pouco culpada por não ter contado a verdade
Dora: e então Doutor deu pra ver o sexo?
Médico: infelizmente não, continua de perna fechada
Gregorio: não é possível (desapontado)
Vitor: posso tentar uma coisa?
Médico: UE pode?
Renata: vai fazer o que seu maluco?
Ele então se aproximou da minha barriga começou a tocar ela, era a primeira vez que ele tocava na minha barriga, me arrepiei e senti meu corpo tremer, ele então começou a conversar com minha barriga
Vitor: ei, deixa a gente ver quem você é, pra poder preparar tudo pra quando você chegar, te amamos tanto estamos te esperando com tanto entusiasmo, seja bonzinho bebê, se mostra pra gente.
Levei um susto e levei a mão a barriga
Vitor: o que foi?
Já respondi chorando de emoção
Renata: mexeu (chorando) pela primeira vez o bebê mexeu e bem forte, e continua mexendo sente só
Peguei a mão dele e guiei onde estava mexendo ele sentiu e me olhou, depositei a minha mão sobre a mão dele e sentimos juntos aqueles chutes, Vitor não segurou mais as lágrimas. O médico pediu que a para tirarmos a mão e voltou a passar o aparelho na minha barriga, ele sorriu e
Médico: vai ser uma criança obediente, ouviu a voz do papai e obedeceu (rindo)
Vitor: Deu pra ver o sexo? O que é?
Médico: parabéns você vai ser pai de uma bela princesinha
Vitor me olhou , sorriu e acho que por impulso ou pelo calor da emoção, me tasgou um selinho forte e demorado, quando se deu conta
Vitor: nossa desculpa. (Me olhando sem graça)
Dora: que isso menino, pedindo desculpas por beijar sua futura esposa, eu em (rindo)
Gregorio: uma menina
Renata: ficou decepcionando pai?
Gregorio : claro que não meu amor. Eu to muito feliz e vou amar muito essa princesinha
Dora : precisamos comemorar , mas só depois que eu for comprar o carrinho rosa (rindo)
Gregorio: concordo com sua mãe, precisamos comemorar
Renata: pretendem fazer o que pra comemorar?
Vitor: seja o que for eu topo (rindo)
Dora: esperem 15 minutos que já conto a vocês
Minha mãe saiu da sala , nesse meio tempo o médico limpou minha barriga e eu me troquei, logo minha mãe voltou
Dora: pronto, tudo resolvido
Renata: tudo o que mãe.
Dora: vamos viajar amanhã, todos nós, vamos para gramado, já reservei nosso jatinho e liguei pra lá pra arrumarem tudo na casa.
Renata: mãe tá louca, eu e Vitor trabalhamos Sabia? Não podemos simplesmente largar tudo é viajar
Vitor: fale por você, ( pegando o celular), eu vou pedir dispensa o resto da semana agora
Ele saiu da sala e minha mãe abraçou meu pai e os dois ficaram olhando e rindo. Pouco tempo depois
Vitor: pronto, Paoli vai cumprir meu lugar e vão arrumar outra pessoa pra tirar foto
Renata: você é maluco(rindo)
Vitor: só um pouquinho (rindo)
Saímos de la e seguimos para o shopping como minha mãe queria, ela comprou logo dois carrinhos cor de rosa 1 pra minha casa e outro pra dela. Depois nos despedimos e Vitor me levou pra casa. Taty. Pulou de alegria ao saber que era menina. Contamos da viagem e Taty pareceu não se importar, chamei ela pra ir com a gente mas ela não quis por causa da minha mãe. Fui me deitar e ela ficou um pouco com Vitor, que depois foi pra casa arrumar as malas no dia seguinte ele passou pra me pegar e seguimos para o aeroclube onde nos encontramos com meus pais e seguimos então para gramado.
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