sábado, 7 de maio de 2016

Aprendendo a amar /11

Vitor: oi

Ele me olhou de cima em baixo, me senti nua

Renata: oi. Tá precisando de alguma coisa?
Vitor: na verdade não, é que desde que chegamos eu não consegui falar com você, queria saber se ficou tudo bem depois do último mal entendido que rolou com sua mãe na agência
Renata: ficou tudo bem sim obrigado por perguntar. Era só isso?
Vitor: por que não desceu pra almoçar com todo mundo. Estão todos lá batendo papo se divertindo
Renata: garanto que não estão conversando nada que seja do meu agrado. Prefiro ficar na minha
Vitor: a Desculpa e verdade. A princesinha só deve se interessar por papos de sapato, preço de bolsas e essas coisas fúteis ne. Tem razão lá não tem espaço nem conversar pra uma patricinha
Renata: Tava demorando mostrar quem você realmente é. Um grosso mal educado e preconceituoso. Meu filho não tenho culpa se nasci rica, mas nem por isso sou isso que disse mas você não vai entender nem se eu explicar
Vitor: tá me chamando de burro ? Renata: claro que não! Aliás acho até covardia usar esses bichinhos como parâmetro pra definir pessoas ..... como posso dizer desprovida de cérebro talvez?
Vitor: eu fui um idiota vindo aqui, você é ridícula e uma patricinha que só trabalha porque o papai e dono da agência
Renata: olha aqui isso eu não vou admitir eu trabalho sim com meu pai mas sou uma das melhores profissionais do Rio de janeiro (me irritei) e só estou aqui no meio de gente como você porque sou profissional e responsável, agora admitir ser desrespeitada desse jeito por um produtorzinho de banda de pagode eu não vou não mesmo
Vitor: e vai fazer o que? Me jogar cerveja Patricia?

Fiquei cega e levantei a mão pra dar na cara dele mas ele foi rápido e me segurou pelo punho foi me empurrando até me socar na parede. Me assustei

Vitor: me derrubar cerveja e algo que eu não gosto mas da pra aturar agora achar que vai bater na minha cara e um erro grave. Carinha que mamãe beijou Patricia nenhuma põe a mão então melhor se controlar porque se tentar me bater vai levar

Ele falou  tão perto de mim que senti o toque do amigo dele ele acabou de falar e continuou me segurando contra a parede me olhando e eu também olhando ele até que minha ficha caiu. Pra alguma coisa serviu minha mãe ter me colocado em aulas de defesa pessoal. Dei uma joelhada no meio das pernas dele que fez ele uivar de dor e se abaixar desesperado com as mãos lá. Na mesma hora dei nele uma gravata e sai arrastando ele pra porta e joguei ele pra fora. Ele me olhou mega assustado

Renata: Patricia e tua mãe, e antes de bancar o macho pra cima de uma mulher pensa dez vezes. Nem todas são filhinhas de papai indefesas ok

Bati a porta do quarto e pulei na cama. Eu ri, eu ri foi muito da cara dele no meio do corredor me olhando assustado. Confesso que senti um friozinho na barriga quando ele me prendeu na parede daquela forma. Mas o frio se apartou com o calor da alegria que eu estava sentindo de ter dado aquela joelhada nele. Fiquei ali rindo muito da cara dele. Depois de um tempo Taty apareceu no meu quarto contei a ela o que fiz, ela me deu uma bronca mas no fim tava morrendo de rir. A noite fomos ao show do grupo. Até que gostei o show e muito bom. Pagode não é tão chato como imaginei. Vitor nem se aproximou de mim. Ainda bem. Voltamos para o hotel e de la para o aero rumo a Bahia, chegamos lá pela manhã. Fui direto dormir estava pregada

Nenhum comentário:

Postar um comentário